
O novo cd da banda recifense Volver, está cheio de guitarras fortes, letras marcantes, um som com mais personalidade, mostrando que suas influências não estão só no rock inglês sessentista.
Podemos perceber em algumas faixas uma sonoridade da jovem guarda, certas horas brega, em outras contemporâneo.
A primeira, "Pra Deus Implorar", as guitarras conduzem certeiramente. Sente-se até uma ponta no peito e vontade de cantar aquela história de amor, "por favor faz assim traz o sol pra mim". Exausto de querer pra sair das cinzas de uma desilusão, "quem poderia prever e você pudesse me amar? eu não vou mais pra Deus Implorar".
Em "Não sei Dançar" é bem visível um coisa Strokes, bateria e guitarras principalmente. É mais uma canção sobre relacionamentos mal resolvidos, "Logo eu percebi, tanto você gostou e eu nunca quis, quis me prender na imensidão de um pensamento, num só momento de indecisão".
A faixa que deu o título a esse disco, nos leva "Acima da Chuva" pra curtir um pop meio beatles, com corinhos e back vocals suaves. A claridade aparece, "acorda, vem me ver, desce aqui, estou só e ceú já vai abrir", a esperança continua. Afinal, eles são brasileiros.
Tem gente que acha o som deles parecido com Los Hermanos, mas é somente em "Natural" que vemos uma maior semelhança (bateria quebrada, guitarra base simples e solinhos limpos). Não tem samba e nem circo, mas as letras do Volver vão na linha Mombojó e LH.
Para terminar, as outras influências são: Tropicalismo, Mutantes, The Who, Kinks, Beach Boys, Zombies, Hollies, Stones, Badfinger, Raspaberries, Renato e Seus Blue Caps, Clube da Esquina, Graforréia Xilarmônica, Frank Jorge, Júpiter Maça, Os Atonais... (tá melhor agora? pois vá já ao encontro do Volver)
Com os olhos e ouvidos :
(entrevista-pernambucobeat)
(entrevista-powerpopstation)